Arquivo mensal: agosto 2014

O autor-burocrata

Os últimos textos têm sido mais voltados para a publicação tradicional e a comparação desta com a autopublicação. Com este post, começo a passar algumas orientações mais práticas para os novos autores que escolheram o segundo caminho.

Vou começar justamente pela parte mais chata… A verdade é que as burocracias são incontornáveis, mas não tão complicadas quanto parecem em um primeiro momento. Hoje vou fazer apenas uma breve apresentação de cada tópico; podemos deixar algo mais detalhado para o futuro.

Direito autoral
Trata-se da proteção jurídica conferida às obras intelectuais (artísticas, científicas ou literárias) criadas por uma pessoa. No Brasil, o que rege esses direitos é a Lei 9.610 de Fevereiro de 1998. O que é importante saber sobre isso? Continuar lendo O autor-burocrata

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Por que as editoras (ainda) são importantes

Este post é a tradução de um artigo em inglês intitulado Why Publishers (Still) Matter, de Claiborne Hancock and Jessica Case, publicado em 25 de julho de 2014 nesta página do Publishers Weekly, que autorizou a publicação em português neste blog.

Editores independentes da Pegasus Books falam sobre os méritos da publicação tradicional

À luz de controvérsias recentes acerca da precificação e do desconto para e-books (vocês sabem de quem estamos falando), um assunto que com frequência deixa de ser abordado é a importância do editor moderno na criação de um livro.

Editoras exercem um papel fundamental na vida de seus livros. O que faz um livro surgir, em primeiro lugar, é a visão do autor. Mas cada história, narrativa ou romance se beneficia dos esforços de um editor – e da máquina editorial por trás dele – que compartilha a visão do autor e ajuda a tornar sua fruição possível.

Autores podem contratar editores freelancer, é claro, mas há algo único na relação que o autor tem com o editor que, além de aprimorar e refinar o texto original, também acompanha o livro enquanto ele passa pelas várias etapas de produção, design, marketing, publicidade e vendas. Ao longo dos últimos anos, enquanto o número de livrarias e bibliotecas despencava, o esforço de venda feito pelos editores e a defesa dentro do mercado tornaram-se ainda mais importantes. Dos pontos de venda tradicionais, lojas especializadas, aos distribuidores digitais, a editora oferece uma conexão valiosa entre o autor e o canal de venda. Embora seja possível para os autores estabelecer contato direto com alguns desses canais, é difícil que consigam, sozinhos, conectar-se com todos os distribuidores.

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