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Publicação híbrida, avaliação crítica

Um post anterior tratou dos dois caminhos possíveis para lançar um livro: publicação tradicional (por editora) e autopublicação (com auxílio de prestadores de serviços). Quando escrevi, achei que (modéstia à parte, rs!) seria uma mão na roda para quem acabou de ter a ideia de publicar e não sabia por onde começar, um bom recurso para a decisão “enviar para editoras ou publicar por conta própria?”

Continuo acreditando em tudo que está escrito lá, claro!, mas por alguns e-mails que recebi e por algumas dúvidas que vejo com frequência em grupos de autores, percebi que deixei uma ponta solta no outro post, e cabe aprofundar o tema. Não ficou claro que eu estava falando de uma divisão didática, de dois paradigmas, que a realidade é muito mais complexa.

Agora, quero que pensemos em casos como esses: a editora paga revisão e impressão, mas o autor paga capa e projeto gráfico (ou qualquer outra divisão dos custos); o autor arca com a edição do texto e projeto gráfico, mas impressão e distribuição correm pelo sistema da empresa (o exemplo do Clube de Autores)… Continuar lendo Publicação híbrida, avaliação crítica

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O autor-burocrata

Os últimos textos têm sido mais voltados para a publicação tradicional e a comparação desta com a autopublicação. Com este post, começo a passar algumas orientações mais práticas para os novos autores que escolheram o segundo caminho.

Vou começar justamente pela parte mais chata… A verdade é que as burocracias são incontornáveis, mas não tão complicadas quanto parecem em um primeiro momento. Hoje vou fazer apenas uma breve apresentação de cada tópico; podemos deixar algo mais detalhado para o futuro.

Direito autoral
Trata-se da proteção jurídica conferida às obras intelectuais (artísticas, científicas ou literárias) criadas por uma pessoa. No Brasil, o que rege esses direitos é a Lei 9.610 de Fevereiro de 1998. O que é importante saber sobre isso? Continuar lendo O autor-burocrata

Os dois caminhos

No último post, apresentei um esquema que fiz no Prezi sobre o processo tradicional para ter um livro publicado: contar com uma editora. Mas esse não é o único caminho possível, embora seja, para muitos, o mais atraente. Hoje vou comparar esse processo com a autopublicação, tentando deixar claro quando um ou outro é mais adequado.

Um texto com potencial para publicação por editora deve buscar esse caminho, pois isso com certeza tornará mais fácil que ele alcance seu público, que até poderá ser ampliado. Agora, um original que não se encaixa nesse perfil não precisa ficar escondido na gaveta ou ser exaustivamente submetido às editoras; a autopublicação pode ser o meio termo entre a vontade do escritor e as possibilidades do texto e, mais do que isso, pode ser a opção ideal para determinados projetos.

Publicação tradicional

Processo: autor escreve, submete original para avaliação da editora, que decide publicar e cuida de todas as etapas de edição, publicação, divulgação e distribuição.
Prós: o autor não arca com o investimento e não corre riscos (tudo é responsabilidade da editora); há quem considere que essa modalidade confere maior “legitimidade” ao texto publicado; há menos preocupações e trabalho para o autor, que tem o apoio de uma extensa equipe de profissionais.
Contras: o autor tem pouco controle sobre o produto final; a margem de ganho por exemplar não é muito grande; a lógica de publicação é norteada por muitos fatores externos: desde o próprio mercado até questões políticas e culturais das editoras.
Perfil dos textos/livros: o texto precisa ter potencial para alcançar público suficiente a ponto de justificar o investimento da editora, evitando prejuízos. Não necessariamente esse público precisa ser vasto e difuso (como é o caso dos best-sellers), mas o produto final deve ter a capacidade de alcançar além do círculo íntimo e profissional do autor.

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